Porto Solidão
Martim Elias – Poeta e
escritor
Se você ainda não ouviu,
aos domingos a noite a Caturité apresentar
As mais lindas melodias
cheias de nostalgias, sem dúvida vai gostar
Eu até lhe recomendava,
prepare seu coração para não se emocionar
Com toda essa seleção preparada
pelo amigo Sansão
Principalmente quando
toca Porto Solidão, haja coração
“Se um veleiro
repousasse na palma da minha mão”
Foi gravada pelo
saudoso Jessé, jamais sai da nossa imaginação
É como aquela
tradicional frase: tá pouco ou quer mais? É capaz?
Isso faz lembrar como
se fosse um filme o porto do Recife na imaginação.
Quando eu morava lá, na
noite de luar, lá estava eu a admirar
Tinha também a noite
aquela musiquinha: “não será aquela luzinha que lá longe apaga e acende fazendo
o sinal que sabe para mim”
Nisso o vento quase
gritava, as ondas passavam pra lá e pra cá
Baixava a cabeça para a tristeza não mais maltratar
Só vinha na mente
quando o navio apitava, é ela que vai
chegar!
Mas tudo voltava ao
mesmo e ia embora para no outro dia voltar
História triste, mas
real, dá aquele friozinho total
Seja o que for, não tem
como na vida com o que não se emocionar
Por essas razões Porto
Solidão me faz lembrar
Se você concorda
comigo, divido este castigo contigo na mesa de um bar
Dizendo a mais “traga-me
uma dose, pois a saudade não quer me deixar”.

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